CORTIÇA

A cortiça é a casca do sobreiro, o que significa que é uma matéria prima vegetal e completamente natural.

É formada por uma colmeia de células microscópicas preenchidas com um gás semelhante ao ar e revestidas maioritariamente por suberina e lenhina. Na sua composição química identificam-se também outros compostos, embora com menos expressão, como os polissacáridos, ceroides e taninos. Tem uma abrangência de aplicações e atributos que nenhuma tecnologia conseguiu, até hoje, imitar, igualar ou ultrapassar.

CARVALHO SOBREIRO CORTIÇA

É uma matéria-prima natural, reutilizável e reciclável, extraída a cada nove anos dos sobreiros sem nunca prejudicar o normal desenvolvimento da espécie e sem danificar a árvore, dando origem a uma infinidade de produtos, desde os tradicionais, aos mais inovadores e inesperados.

Cada sobreiro demora vinte cinco anos até poder ser descortiçado pela primeira vez e só a partir do terceiro descortiçamento, a cortiça, então denominada «amadia», tem a qualidade exigida para a produção de rolhas. As duas primeiras extrações – cortiça «virgem» e «secundeira» – resultam em matéria-prima para isolamentos, pavimentos e produtos para áreas tão diversas como a construção, a moda, o design, a saúde, a produção de energia ou a indústria aeroespacial. O sobreiro é a única árvore cuja casca se autorregenera, adquirindo uma textura mais lisa após cada extração. Pode ser descortiçado cerca de dezassete vezes ao longo de uma longevidade que é, em média, de duzentos anos. A cortiça entra assim no processo de fabricação após a sua extração e é totalmente aproveitada, pode ainda ser reutilizada/ reciclada. Depois de processada, em rolhas, por exemplo, estas podem entrar novamente no processo de produção.

CORTIÇA PORTUGUESA CORTIÇA PORTUGUESA

Propriedades Intrínsecas: leve, impermeável a líquidos e gases, elástica e compressível, excelente isolante térmico e acústico, combustão lenta, anti-estática e hipoalergénica e resistente ao atrito.